O site Memória Viva surgiu da constatação de que a web brasileira, assim como o próprio país, não tem memória.

No início de 1998, procurando páginas sobre certas personalidades que admiro, encontrei nada ou quase nada. No dia 21 de março do mesmo ano, entrava no ar o site sobre Luz del Fuego. Quase um mês depois, no dia 20 de abril, estava criado o Memória Viva. Além de Luz del Fuego, o site de estreia trazia os nomes de Tancredo Neves, Wilson Grey, Grande Otelo e, representando o Rio Grande do Norte (onde o projeto foi iniciado), Jesiel Figueiredo e Zila Mamede.

O site foi crescendo e, periodicamente, novos nomes foram acrescentados: Heitor Villa-Lobos, Nísia Floresta, Manoel Dantas, Ferreira Itajubá,... Sempre dando preferência a personagens que possuíssem poucas ou nenhuma referência na web.

Depois de dar ao site este nome um tanto óbvio, pesquisando sobre as vidas daqueles que passariam a figurar nele, descobri que Memória Viva é o nome de um filme de Octavio Bezerra sobre Aloisio Magalhães e de um programa da TV Universitária do Rio Grande do Norte, exibido nos anos 80. A idéia principal de cada um desses projetos, seja no cinema, na TV e agora na web, iniciados em diferentes épocas por diferentes pessoas, é a mesma: manter acesa a lembrança dos grandes nomes da História do país.

Desde o seu lançamento, o Memória Viva chamou a atenção da imprensa - local e nacional - e frequentou jornais, revistas especializadas e ainda outras publicações de importância como Veja e Época (veja a página Na mídia).

Ainda em 1998, com menos de oito meses de existência, o Memória Viva já colecionava alguns prêmios e indicações importantes na Internet. Em dezembro do mesmo ano, o portal inaugurou uma nova fase, com sites bem completos para cada um de seus biografados, procurando sempre apresentar materiais raros ou inéditos. O primeiro foi o de Câmara Cascudo, lançado dez dias antes da data comemorativa de seu centenário de nascimento e tido até hoje como um dos maiores sites da Internet no Brasil dedicado a uma personalidade.

Em seguida vieram Café Filho, também na comemoração de seu centenário, e dois dos mais festejados e visitados sites do Memória Viva: Monteiro Lobato e Carlos Drummond de Andrade. Este último apresenta uma raridade: áudios com a voz de Drummond recitando alguns de seus poemas.

Cinco anos depois, vem um importante momento de reconhecimento, quando o Memória Viva fica entre os 3 finalistas da categoria Regional - Rio Grande do Norte no IBest 2003, o maior prêmio da Internet brasileira.

Na versão 2004 do IBest, o resultado foi ainda melhor: Top 10 na categoria Arte & Cultura e novamente Top 3 na Regional.

Em 2005, o Memória Viva amplia seu projeto de preservação da História da Imprensa Brasileira com os sites das revistas O Cruzeiro, Careta e O Malho. Além disso, paralelamente, vem fazendo a digitalização de importantes acervos em vários locais do Brasil.

Na edição de 2006 do IBest, Memória Viva foi o vencedor da categoria Arte & Cultura por votação popular e Top 3 por indicação da Academia Ibest.

Sandro Fortunato